domingo, 1 de março de 2015

"Meu processo não importa", Seth Godin | MPC #1

Como disse no último post, eu sou um ouvinte assíduo de diferentes podcasts. A maioria deles são em inglês, e isto me deixar bem triste por que eu sempre penso que vários amigos meus (que não falam inglês) poderiam se beneficiar com as informações. 

Segundo a Wikipedia, atualmente existem mais de 115 mil podcasts
só de língua inglesa. Alguma coisa útil deve existir.


Por isto eu resolvi fazer esta série semanal com meus trechos preferidos. Obviamente isto nunca substituirá o podcast inteiro, e eu recomendo de coração que as pessoas se esforcem a pelo menos tentar ouvi-las por conta própria. 


"Meu método não importa", Seth Godin

Episódio 336 do Art of Charm Podcast - Link

Enquanto eu ainda tenho que fazer um tremendo esforço criativo para escrever um texto decente para meu blog, Seth Godin já publicou 17 livros ao longo de sua vida - todos muito bem conceituados.

Além disto ele é famoso por ser um empreendedor e comunicador de sucesso. Já criou várias empresas e é considerado por muitos um líder em marketing, comunicações e empreendedorismo. 




Confesso que nunca tinha ouvido falar dele antes de ouvir este podcast, mas para mim surpresa eu já tinha lido alguns trechos do seu livro The Dip, que eu ainda quero ler por completo. 

O que mais me admirou ouvindo Seph foi sua simplicidade e honestidade. Quando perguntado qual era seu processo criativo que o levou a escrever tantos livros, simplesmente respondeu:


Dezessete livros não é tanto se este é seu trabalho. Existem pessoas que têm dezessete crianças - isto é muito mais difícil do que livros. Mas, respondendo sua pergunta: o processo não importa. Ele é irrelevante e pessoas que se sentem travadas não deveriam fazer esta pergunta por que isto é uma distração.

O tipo de lápis que alguém usa, como eles começam ou terminam seus trabalhos... É uma distração. Você não pergunta alguém que terminou a Maratona de Boston como eles terminaram ela - nós sabemos como eles terminaram! O que eles fizeram é entender onde colocar o cansaço. Todo mundo que corre esta maratona se cansa, mas as pessoas que terminam são as pessoas que entendem onde colocar o cansaço e terminar de qualquer jeito.

Em seguida ele diz uma frase que por pouco eu não tatuei na minha cara:


Não existe nada de bloqueio criativo. O que existe é uma desculpa.

A conversa continua e o entrevistador (Jordan Harbinger) brilhantemente conclui:

É como se as pessoas só quisessem aprender golf se for com o Tiger Woods... E eu acho que isto também acontece bastante com empreendedores - muitos deles querem ter um grande empresa antes de apenas ter uma empresa. 

Pura verdade. Vejo muito isto nos treinos de Parkour. Muitos praticantes não querem fazer nada simplesmente por que alguém está fazendo isto melhor, então eles ficam procurando treinar algo em que eles sejam melhores do que todo mundo, para ser destaque.

É difícil engolir nosso ego e aceitar que nós não vamos ser bons tem tudo... Não aceitar a mediocridade não significa que você não vai ter que passar por ela para evoluir. Como diz Seph:


Primeiramente - só para esclarecer - quando eu ainda estava na escola meu professor de inglês disse que eu nunca conquistaria nada na vida. Ou seja, antes de ser bom eu fui muito ruim.

Em segundo lugar, eu fui rejeitado muitas vezes. Meu primeiro livro de negócios foi rejeitado 800 vezes, então eu comecei a encarar as rejeições como oportunidades de aprendizado e que em cada rejeição eu estava mais próximo dos meus objetivos.

Uma das ideias de Seph é que falhar não é a mesma que desistir, e seu primeiro livro é dedicado a desenvolver esta ideia e que, segundo ele:


Muitas pessoas acabam associando "desistir" com "falhar", e isso os leva a persistirem por muito tempo em algo que simplesmente não está funcionado, o que os leva ser mediocre e uma grande variedade de coisas. A única forma de ser o melhor em algo é desistindo de todo o resto.

Antes de começar algo é essencial entender o quanto você quer insistir naquilo, estabelecendo circunstancias que em você abandonaria o plano. Feito isto, só desista nessas pré-determinadas circunstâncias.

Quem já tentou ou está tentando aprender algo novo sabe como as vezes aquilo parece impossível. Seth diz que em todo processo de aprendizagem existe um abismo que separa os iniciantes dos profissionais. Atravessar este abismo não é tarefa fácil, uma vez que ele está ali justamente para fazer esta seleção, mas uma vez que se atravessa este abismo você vê os resultados. Um ótimo exemplo...

98% das pessoas que começam cursos online não os terminam. E a razão para isto é simples: é divertido começar um curso mas difícil termina-lo. As pessoas estão entusiasmadas no início mas uma vez que as dificuldades começam aparecer elas começam a ter duvidas se querem mesmo isto e no final das contas desistem.  

A lição para os empreendedores é que nem tudo é um abismo. Há coisas que simplesmente não darão certo. Por isto é muito melhor encontrar alguém que tenha enfrentado o processo antes que você, assim você pelo menos vai saber que é possível.

Eu imagino que 90% das pessoas que estão ouvindo este podcast sabem da maioria das coisas que são comentadas aqui. Mas ouvir o podcast é uma forma de lembra-los o que eles tentam esconder. E o que eles precisam fazer é pegar o que eles sabem - e o que eles são capazes de fazer -, botar em prática e falhar, ao contrário de "praticar" mais. Enquanto eu termino de dizer isto eu tenho certeza que várias pessoas já estão clicando no próximo link, e eu imagino se esta seja a razão pela qual elas se sentem incompletas. Talvez o que estas pessoas deveriam - em vez de procurar o próximo link para clicar - é focar aqui para fazer certo. 

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E assim termina o podcast. Só para lembrar, o podcast tem muito mais coisa que o que eu transcrevi aqui, então vale a pena escuta-lo se você consegue entender. 

Espero que tenham gostado, por que eu adorei! =)

Abraço.


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O que eu aprendi lendo sobre motivação

Os últimos dois meses têm sido bastante ocioso para mim. Desde que eu larguei meu emprego no Canada e vim para a Europa tudo o que eu tenho feito é treinar Parkour, ler e navegar na internet.

Já tem um bom tempo que eu tenho pensado a me dedicar a escrever eu tinha um plano perfeito para criar este hábito. Eu teria muito tempo livre para ler e me inspirar de diferentes formas, então eu achei que esta seria a oportunidade de ouro para realizar este objetivo.

Porém eu sempre gostei de videos/palestras/textos motivacionais (pode me julgar, mas eu acho eles úteis sim) e por isso eu estou inscrito em dezenas de canais de YouTube com esta temática e no meu email eu recebo diariamente pelo menos 6 artigos do género.



Quando eu estava trabalhando eu acabava não lendo todo este material, e por esta razão todo este material nunca roubou grande parte do meu tempo... Até agora.

Nos últimos meses eu tenho passado horas em frente ao laptop apenas lendo um monte de textos legais mas que não acrescentam nada de prático a minha vida. Eu tenho criei o hábito de ouvir um monte de podcasts. A maioria deles são muito bons de verdade - mas apenas se usado de forma moderada.

O problema é bem fácil de ser entendido, e a solução é bem lógica.

O tempo que você gasta assistindo videos motivacionais é o tempo que você esta perdendo enquanto não trabalha naquilo que quer alcançar.

Um exemplo? Um mês atrás eu me inscrevi em um curso de produtividade. O curso é bom e tal, mas me toma pelo menos duas horas por dia.

Duas horas é um tempo significativo até mesmo para quem não esta trabalhando ou estudando. E este tempo poderia estar sendo usado em algum outro projeto pessoal.

É claro que existe o argumento que estas duas horas por dia no final vão valer a pena, uma vez que você vai aprender a economizar muito mais tempo no futuro.

Mas isto não é verdade. 

A verdade é que você só vai aprender a ser produtivo (ou ganhar um six pack, ou criar o habito de escrever, etc) quando você começar de verdade. 

Desde a ultima semana eu tenho diminuído o consumo de materiais motivacionais e tenho adotado a seguinte regra: para de procurar a melhor forma de fazer, apenas faça.

Quando o habito estiver criado e eu realmente sentir necessidade de tornar qualquer processo mais eficiente eu vou atrás de ajuda. Alguma que não me roube 2 horas por dia provavelmente.

A mensagem que eu quero deixar aqui é que o método é importante, mas não deve ser a prioridade. Principalmente no início.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Não vou escrever muito neste post. O titulo já é auto-explicativo e os sites são super fáceis de entender.


Este site lista os hostels mais baratos em determinada localização. Na minha opinião é muito mais garantido do que pesquisar no Google, uma vez que lá os primeiros resultados serão de publicidade, seguidos dos links mais acessados.

Um site que tem mais acesso não significa que ele seja a opção mais barata. Lembre-se: estou falando de PREÇO - se você for fresco e quiser serviços mais sofisticados este site não será muito útil para você. 

Dica: como estes hostels são super baratos, eu recomendo reservar com pelo menos uma semana de antecedência.

Noite em que tive que dormir na rua pois TODOS
hostels estavam lotados em Paris.

2 - Kayak

Uma amiga me indicou este site há alguns dias atrás e desde então eu tenho entrado nele todos os dias.

Se você clicar no mapinha e marcar a opção que a data de ida não importa, ele simplesmente vai te mostrar os voos mais baratos dos próximos dias. Acreditem se quiser, mas eu já encontrei passagem da França para a Irlanda por SEIS EUROS - mais barato que uma refeição aqui em Paris. 

Eu tenho comparado os preços do Kayak com o do Google Flights e até então o Kayak está vencendo. Mas se você estiver empenhado em economizar vale a pena comparar também antes de comprar a passagem. 


Eu já mencionei esta rede social aqui, mas vale a pena fazer de novo. 

O CS consiste em uma rede social onde viajantes e moradores locais (hosts) se comunicam a fins de trocar experiências, fazer amizades, aprender outras línguas, ir para a farra e mais um milhão se atividades sociais - sim, isto que você está pensando também. 

Muita gente se engana achando que ele serve só para conseguir hospedagem de graça, o que é apenas uma das utilidades (e a que eu menos uso para falar a verdade).

Crie uma conta, edite seu perfil de uma forma bacana (e sincera) e divirta-se.


Obviamente existem muitos outros sites que podem ser super úteis, mas eu resolvi citar só os três que eu tenho utilizado com mais frequência.

Abraço,

Igor

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

O que fazer em Paris?

1 - Tours gratuitos com moradores locais

Ao contrário do que se ouve falar no Brasil, os parisienses nem sempre são arrogantes ou mau-humorados. Sorte minha ou não, eu tive a oportunidade de conhecer vários moradores locais que adoram mostrar a cidade e cultura para os viajantes. 

Tour de 2 horas em Montmartre. De graça.

Existem várias formas de encontrar estes grupos, mas o que mais deu certo para mim foi através da rede social CouchSurfing. Lá você cria uma conta e pesquisa por eventos em Paria. Sempre quando pesquiso eu encontro pelo menos dois ou três tours gratuitos na mesma semana. 

2 - Encontre com outros viajantes

Por seu uma cidade super popular, todos os dias Paris é invadidas por milhares de viajantes - de mochileiros sem um centavo no bolso a empresários procurando novos negócios. 

Mais ou vezes, existem várias formas de encontrar estes viajantes e uma pesquisa rápida no Google (se você não tiver preguiça de procurar direito) vai te trazer várias opções. Por isto vou listar aqui as opções que deram mais certas para mim:
  • CouchSurfing
  • BeWelcome
  • Facebook Groups (ex. Backpackers in Paris)
  • Networking (amigos, amigos de amigos, etc)
O mais interessante destas opções é que são opções baratas e sem burocracia. E além disto as pessoas são sempre super receptivas e socializáveis.

3 - Museus e monumentos alternativos

Paris possui um número incrível de museus interessantes. Tem para todos os tipos, e para provar que eu não estou exagerando, segue uma listinha dos museus mais inusitados que eu tive a oportunidade de visitar:
Lembrando que tem muito mais coisa que isto para se visitar em Paris. Estes são só os lugares não tão famosos que  visitei e que valem a visita.

Macel Aymé, o "homem que passava muros"

É claro que visitar os museus mais populares são alternativas super válidas. O museu do Louvre por exemplo, possui uma quantidade de obras de artes e itens históricos imensa e de valor inestimável. Com certeza é um dos lugares mais interessantes para se visitar em Paris, mas não se prenda só a ele. 

Por falar nisto, se você está indo em Paris durante a baixa temporada (Outubro - Março), se programe para visita-lo no primeiro domingo do mês pois a entrada é de graça. Mas CHEGUE CEDO! A primeira vez que eu fui eu cheguei uma hora da abertura (8h) e já tinha bastante gente. Quando saí do museu (mais ou menos 10h) a fila estava ENORME.

4 - Bares e cafés

Fala sério, sentar num café em Paris, ouvindo uma musica calma e ouvindo as pessoas conversarem em francês é uma experiência única. Existem milhares de bares e cafés em Paris, e eu não sou a melhor pessoa para indicar pois sou meio fanático por Starbucks (me julguem). Mas fica aqui duas dicas interessantes:

A) Belushi`s 

Um bar bem amplo para o padrão de Paris, com várias TVs espalhadas pelo local, música boa, bebida boa e sofas super confortáveis para se acomodar por lá durante horas pensando na vida. 

Endereço: 5 Rue de Dunkerque, Paris

B) Le Café des Chats (ou Café dos Gatos)

Um bar cheio de gatos. Sim. Gatos de verdade, transbordando fofura. Dica importante: se você pretende ir final de semana, reserve pelo site oficial pois quase sempre está lotado.

Endereço: Le Café des Chats, Rue Michel le Comte, Paris

5 - Massagem com massagistas cegas

Neste lugar eu não tive tempo para ir pois ouvi falar só alguns dias de ir embora. Mas para quem quer vivenciar algo diferente, vale a visita. 

Se você tiver interesse é importante fazer sua reserva bem antes pelo site oficial.

6 - Caminhadas

Uma das coisas que mais me faz gostar de Paris é a variedade de parques espalhados pela cidade. Tem parques de todos os tamanhos e estilo.

Caminhar pelos parques de Paris é uma ótima forma de conhecer a arquitetura da cidade. Além disto é uma das melhores formas de se conhecer a cidade como ela é, uma vez que muitas vezes estes parques estão afastados dos grandes centros urbanos e de monumentos turísticos. 

Eu visitei a maioria dos parques no inverno, sozinho e no meio da semana. Nunca tive problema com segurança, mas se você vai sozinho e não fala nada de francês eu recomendo encontrar outras pessoas para ir com você, ou pelo menos tomar cuidado com pertences como câmeras e smart phones. 


Algum lugar ai.

Dois parques que valem muito a pena conhecer são o cemitério Père Lachaise (que na verdade é um cemitério mas por ser bem grande eu considero um parque.

Um lugar que eu gostei muito de caminhar foi em Montmartre, que é um distrito bem artístico e com arquitetura bem linda de se ver. 

Além disto é lá que fica a Sacré-Couer, que dispensa qualquer comentário. 


Sacré-Couer de Montmartre

Nota: todos os parques citados acima você pode encontrar facilmente no Google Maps. Mas eu recomendo encontrar algum morador local no CouchSurfing pois com um "guia" tudo fica mais interessante. 



7 - Ir a uma missa em Notre Dame

Eu nunca tive muito interesse de ir a Notre-Dame por que eu nunca achei a arquitetura de lá grande coisa (no Brasil tem igreja muito mais bonita, fato). Mas um dia quando estava voltando de um treino com alguns amigos eu acabei passando por lá logo no início de uma missa.


Eu não sou religioso, e você não precisa ser para sentir o clima de paz e conforto que a missa traz... As centenas de pessoas em silêncio, a música de piano (ou órgão, sei lá) tocando com o padre falando em francês e o cheirinho doce do incenso tornaram aquele momento para mim bem mágico.

Imagem retirada do Google.
Conclusão

Essas são apenas algumas opções caso você vá a Paris e queira fazer algo menos popular, ou conhecer Paris de verdade. Por não estar trabalhando ou estudando, eu andei muito e posso te dizer que os lugares mais charmosos e mágicos em Paris não se acha facilmente - por isso sempre recomendo achar um morador local para te mostrar os lugares. 

Até a próxima e, se por acaso for em Paris, não deixe de me chamar! =P

Abraço!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

7 Dicas úteis para aprender inglês de uma vez por todas

Vamos ser sinceros: ganhar fluência em qualquer outro idioma que não seja sua lingua materna não é tarefa fácil. Você vai encontrar por ai muitos cursos mirabolantes garantindo fluência em 6 meses, com métodos inovadores e fórmulas secretas desenvolvidas por cientistas sebe-se-lá-de-onde. 

Não é fácil. Mas também não é impossível. 

A seguir eu descrevo algumas dicas que me ajudaram bastante no processo de aprendizagem do inglês e têm me ajudado bastante com o francês.

1 - Estude um pouco todos os dias

É muito melhor estudar 10 minutos todos os dias do que 2 horas duas vezes por semana. Por quê? Quando você estuda todos os dias  você condiciona seu cérebro a "pensar em inglês" com mais frequência. Alem disso, quando você fica muitos dias sem contato com o idioma, acaba esquecendo boa parte do que aprendeu da ultima vez que estudou 

Ja no caso de estudar todos os dias, você vai formando uma bola de neve que, apesar de crescer devagar, vai acumulando conhecimento constantemente. 

Quando digo "todos os dias" parece difícil de alcançar,  mas uma vez que se cria o habito e se começa a perceber melhorias fica muito mais fácil.

Por mais desanimado que você esteja, pegue pelo menos uma frase por dia e dedique alguns minutos a entende-la. Por exemplo, pegue uma frase simples como "he is in the shop" e tente entender sua estrutura. O que significa "he"? Por que "is" e não "are"? Por quê eu uso "in" ao invés de "on"?

2 - Escreva a mão 

Existem estudos que comprovam que escrever a mão é muito mais eficiente para o aprendizado do que digitar, uma vez que quando se escreve manualmente você tem contato por mais tempo com o conteúdo que esta sendo reproduzido.



Por gostar de escrever a mão, eu sempre utilizei esta técnica antes mesmo de conhecer o estudo. 

Infelizmente este é o tipo de coisa que só se acredita a partir do momento que toma a atitude de botar em prática  E botar em prática é muito difícil uma vez que envolve mudança de hábitos e superação da preguica. 

3 - Se cerque do idioma

Se eu tivesse que dar apenas uma dica seria esta.

Sinceramente, eu nunca li ela em lugar nenhum, o que me surpreende por ser uma técnica incrivelmente eficiente. 

Faça uma lista de tudo que você usa diariamente e veja se e possível configurar para o inglês. Só  para dar alguns exemplos: facebook, email, conta do google, filmes, documentários, podcasts... 

No Facebook por exemplo, que é um site que quase todo mundo usa diariamente, simplesmente mudar o idioma para o inglês vai fazer você se acostumar a pensar sempre em "like" ao invés de gostar, "share" ao invés de compartilhar, "comment" ao invés de comentar, e assim por diante. 

Esta foi a primeira coisa que eu fiz quando comecei a estudar francês e em uma semana eu  estava familiarizado com varias palavras, sem praticamente nenhum esforço. 

4 - Pense em inglês

Funciona mais ou menos como a dica anterior - sempre que tiver a oportunidade de pensar em inglês, faça!

Lavando a louça, varrendo o chão, organizando as coisas ou na rua esperando o ônibus são coisas monótonas que geralmente não requerem muita atenção. Estes são os momentos perfeitos para você ocupar sua mente tentando lembrar o significado de cada objeto em inglês. 



Eu gosto sempre de pensar como eu me apresentaria, falaria tal coisa, explicaria algo complicado... as opções são infinitas!

Confesso que é um pouco difícil no início, mas uma vez que seu vocabulário vai se ampliando a brincadeira fica interessante e bem produtiva. 

5 - Estude pelo menos o mínimo de gramática

Eu sei, estudar gramática não é uma das coisas mais prazeirosas da vida. Mas pode ser uma mão na roda saber alguns "truques gramaticais", pois isto evita algumas dificuldades no futuro e é um ótimo atalho para outros tópicos importantes do idioma. No inglês e principalmente no francês.

O que eu gosto de fazer é selecionar algumas frases isoladas e descontrai-las, procurando sempre entender por que a frase foi construída de tal forma.

Só para dar um exemplo, observe a frase "the apple is red". Nela temos o artigo "the", o substantivo "apple", o verbo "to be" e o adjetivo (ou simplesmente cor) "red". Não se desespere se as palavras artigos, substantivos, verbos e adjetivos parecem palavras alienígenas para você. Eu juro que no início também eram para mim, mas uma pesquisa simples no Google e 10 minutos de dedicação resolvem o problema.

Selecionado a frase, brinque com ela. Como você a escreveria no passado ou no futuro? Quais outras frutas você poderia utilizar? E cores?

Divirta-se.

6 - Não desista

Parece mais uma dica motivacional barata, mas é importante lembrar. A maioria das pessoas encontram várias dificuldades no início e acabam desistindo por acharem impossível, mas acredite em mim, parece impossível no início mas uma vez que você encontra seu rítimo de estudo e percebe evolução tudo fica mais divertido.

Sempre quando eu me sinto desmotivado eu repito para mim mesmo "quem disse que ia ser fácil?".

Se você quer aprender de verdade vai ter que se esforçar, simples assim.

7 - Pratique o máximo de conversação possível

Por mais que você se dedique e siga todas as dicas anteriores, vai ser muito difícil você melhorar sua habilidade de conversação apenas lendo e assistindo ou ouvindo coisas em inglês. 

Eu falo isto por experiência própria. Antes de ir para os EUA eu considerava meu inglês razoavelmente bom, uma vez que conseguia ler e escrever muita coisa. Mas assim que cheguei lá e tive que de fato falar em inglês eu vi que as coisas não eram tão simples e que eu deveria ter praticado mais conversação. 

Falar inglês fluentemente é muito mais difícil do que parece. É um idioma simples gramaticalmente, mas cheio de pegadinhas e variações de pronúncia. 

Eu honestamente não conheço nenhuma outra forma de melhorar a pronúncia se não a praticando de fato, e se possível sendo corrigido por alguém capacitado. Para isto existem vários sites com professores particulares. Eu mesmo tenho site de aulas de inglês pelo Skype.

Conclusão

A verdade é que não existe mágica ou métodos milagrosos. Existe esforço e aplicação de metodologia adequada. 

O esforço infelizmente só depende você, mas a metodologia eu posso te ajudar. Quer aprender a falar inglês de uma vez por todas? Dê uma olhada neste site e faça sua primeira aula grátis. 



Espero que tenham gostado das dicas e se tiverem alguma dúvida, podem entrar em contato pelo email aips.contato@gmail.com.

Abraço!

Bônus!

Se você estiver mesmo interessado a aprender e não saber onde encontrar material de qualidade, me envie um email (aips.contato@gmail.com) que eu te enviarei uma lista com materiais online gratuitos e de qualidade. 

domingo, 7 de dezembro de 2014

Mar de dois palmos

Qual foi a última vez que você se dedicou exclusivamente a melhorar alguma habilidade e/ou desenvolver uma nova?
 
Honestamente, eu mal consigo me lembrar da última vez que fiz isso. Parece que cada dia que passa eu sou bombardeado cada vez mais informação e conteúdo de todos os tipos que me despertam interesse mas, no final das contas, eu conheço um monte de interessante mas não consigo me dedicar exclusivamente a nenhuma delas.
 
Falta de tempo? Não. Até onde eu sei meu dia tem a mesma quantidade de horas de que todos os outros seres humanos da Terra.
 
Falta de interesse? Também acho que não. As vezes eu chego a delirar pensando sobre determinado assunto (cultura japonesa por exemplo). Leio livros, assisto documentários e tudo. Mas por alguma razão este "fogo" sempre acaba.
 
A impressão que eu tenho é que as coisas vêm acontecendo tão rapidamente, que antes mesmo de trabalhar uma ideia você já está sendo bombardeado com novas informações. Tem dia (principalmente os dias que eu fico mais online) que eu recebo tanta informação que de manhã eu quero viajar pela África e produzir um documentário, à tarde eu quero abrir uma empresa de tecnologia para ficar bilionário e, à noite, eu só quero encontrar felicidade e paz interior através do budismo.
 
Se parece louco para você, imagine o que acontece dentro de minha cabeça.
 
Enquanto escrevo este texto acabei me lembrando da ultima vez que eu me dediquei exclusivamente a uma atividade. Foi nos anos de 2008 e 2009, quando eu comecei a treinar Parkour e "viajar" no mundo das atividades e desafios físicos. Minha rotina nestes dois anos foi mais ou menos assim:
 
- Ir dormir pensando o que treinaria no dia seguinte.
- Sonhar que estava treinando em algum lugar fodástico que tinha visto em algum vídeo.
- Acordar ansioso para treinar.
- Passar a manhã toda na escola pensando rotinas de treinos e o que eu tentaria naquele dia.
- Treinar o resto do dia.
- Dormir pensando como o treino foi e o que eu poderia fazer no dia seguinte para melhorá-lo.
- Retornar ao primeiro item.
 
Não queria usar o termo "bons tempos" por que acho meio clichê. Mas porra, BONS TEMPOS! Estes dois anos foram tão intensos que o Parkour acabou ficando tatuado em minha alma, ao ponto de até hoje eu não conseguir imaginar uma vida sem ele.
 
Eu ainda penso o Parkour o dia todo, e procuro treinar todos os dias. Mas todos as responsabilidades e preocupações acabam anestesiando estes pensamentos ao longo do dia. Não acho que isso seja totalmente ruim. Infelizmente a vida não é tão simples como imaginamos que seja quando temos 17 anos e uma hora ou outra você tem que tomar as rédeas. É inevitável.
 
Ou talvez a vida seja simples mesmo, e somos nós que fazemos questão de torna-la complicada... Enfim.
 
Gostaria de deixar registrado aqui este vídeo publicado pelo grupo El Circo no Facebook. Já assisti ele umas oito vezes e agora mesmo vou assistir de novo. Recomendo a quem for assistir (se é que alguém está lendo isto...) apague as luzes de onde estiver, coloque fones de ouvido e assista o vídeo até o final. Viaje por alguns minutos. Repare na concentração e delicadeza com que os artistas trabalham.
 
O vídeo é interessante pois não há narração ou comentários. Os gestos e a maneira como os artistas se comportam no vídeo já deixam claro que eles dominam aquilo que estão fazendo. Sabe-se lá quantos anos levaram para adquirir tão maestria ao ponto de parecer tão natural.
 
Por ser talvez a pessoa mais destratada  que já existiu, este tipo de vídeo me incomoda bastante. A admiração sempre se transforma em indignação, que se transforma e raiva e assim se cria uma sopa de emoções que no final não leva a nada.



No Podcast Café Brasil o Luciano Pires usa um termo bem interessante para descrever no que estamos nos tornando com essa enxurrada de informação: mar de dois palmos.
 
Sabemos muito pouco sobre muitas coisas. Que tal nos dedicarmos pelo menos 2 horas a melhorar ou adquirir uma habilidade hoje?
 
É claro que você não vai atingir um nível como o dos artistas do vídeo em duas horas. Mas com certeza vai haver uma melhora significativa.

Eu resolvi me dedicar a escrita, o que resultou este texto.



Abraço à todos! :p

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Grizzly Ultra 50k

Praticamente um mês após correr meus primeiros 100 km, lá estava eu de novo, indo correr minha segunda ultra maratona no Canada.

Desta vez a corrida seria em Canmore, uma cidade rodeada por montanhas e vizinha da reserva natural mais visitada no Canada (Benff).
 
Canmore é linda. Não há nenhuma indústria na região e por isso o ar é sufocante de tão puro. Além disso não importa onde você esteja dentro da cidade, para onde olhar verá montanhas.
 
 

Cheguei lá mais ou menos 10 da noite do dia anterior da corrida. Fiquei num hotel bem "mais ou menos" (sim, nem tudo é perfeito aqui no norte!) e acabei tendo que dormir com o estômago vazio por que a internet do hotel estava com problema, e não tinha como eu pedir uma pizza ou qualquer outra coisa para comer, como faço sempre na noite anterior de alguma corrida.

Não deixei que isto me abalasse. Esta corrida seria o meu "prêmio" pelos 100km do mês anterior.

A distância era apenas a metade da anterior (50km), com um percurso muito mais amigável e uma vista linda! Estava confiante e sabia que era só levar na boa que eu terminaria a corrida feliz da vida e ainda por cima sentindo minhas pernas.

Não tenho muito o que escrever sobre a corrida. No geral foi tranquila, sempre com alguém em vista. Tive que caminhar só no finalzinho, o que me trouxe um tempo bem satisfatório de 6 horas e 35 minutos - não que isto seja de muita importância, mas saber que eu sou capaz de correr uma distância significativa com este tempo me motiva a tentar distâncias maiores no futuro.

Acho que é isto. Vou deixar aqui algumas fotos de recordação. Dizem que no inverno é ainda mais bonito por conta da neve no topo das montanhas e tal, mas o frio é insuportável.