sábado, 13 de junho de 2015

3 Canais do YouTube que eu recomendo para quem está aprendendo inglês

Apesar dos sites e podcasts que eu costumo recomendar aqui serem ótimos para se aprender inglês, muitas vezes eles consomem muito tempo que nem todas as pessoas têm.

Eu sempre soube disto e já estava com a ideia de recomendar uns canais do YouTube há tempos. Mas como eu assino dezenas de canais só sobre inglês (sou meio viciado em Youtube, confesso), achei melhor esperar um pouco e ver qual os três que se destacavam no meu ponto de vista.

Eu não conheço pessoalmente nenhum dos donos dos canais aqui, e sou estou recomendando por achar que são de qualidade e podem ser úteis. Se você não está habituado com YouTube, eu recomendo se inscrever nos canais, assim você vai receber todas as atualizações e também vai acha-los de forma mais fácil se desejar procurar numa próxima vez. 



Eu cheguei neste canal assistindo um vídeo do Pirula, que não tem nada a ver com inglês mas acabou citando-o num vídeo que eu nem lembro qual. 

O inglês do cara é incrível e deixa qualquer malandro morrendo de inveja. O cara trem a pronúncia perfeita e dá para perceber que ele entende de aprendizado. 

Ficar difícil sugerir o melhor vídeo, então vou listar os três que mais me forem úteis até hoje:




Além de ser muito útil para quem quer aprender inglês, o jeito que a Carina faz os vídeo é super fofo e dá vontade de assistir ela falando o dia inteiro.

Com uma pronuncia também de dar inveja, ela dá várias dicas de como melhorar a pronuncia e alguns vídeos são bem descontraídos e rápidos, o que faz com que assistir os vídeos deste canal para mim acaba sendo uma forma também de relaxar. Melhores vídeos...




Descobri esse canal apenas há alguns dias e sinceramente não posso dar muito detalhes sobre ele. Mas só vídeo de apresentação do canal ja me conquistou.

Kevin é falante nativo da língua inglesa e desenvolveu uma metodologia de aprender inglês baseado na forma com que ele aprendeu português.




- - - 


Por enquanto é isso. Vale lembrar que não basta assistir um video ou outro e nunca mais voltar. Para aprender tem que criar o habito de assistir com frequência, por isso não se esqueçam de se inscreverem nos canais.

Abs

domingo, 7 de junho de 2015

O dia em que eu NÃO corri 160 km

Correr 160 km sempre teve um lugarzinho especial na minha lista de objetivos. Desde que li Ultramarathon Man e Born to Runr eu sempre me imaginei fazendo isto. Não por parecer fácil - muito pelo contrário - mas sim por parecer extremamente desgastante, solitário e perigoso. Um verdadeiro desafio de resistência. 

Nesta última sexta feira eu nunca estive tão próximo de conquistar esse objetivo. A partida do OMD Ultramarathon 160k foi dada no pequeno conselho de Seia, ås 16h, e eu estava lá. Morrendo de medo mas confiante de que conseguiria ir até o final, mesmo que levasse o tempo limite da prova de 44 horas. 

Este é um pequeno relato da minha experiência.

A corrida


Comecei a corrida muito bem e não estava surpreso por isso. Tinha treinado bastante nos últimos dois meses e estava confiante de minha capacidade física. Levei os primeiros 40 quilômetros na boa, sem pressa e com a estratégia de poupar o máximo de energia possível para os últimos 60 km.


Durante todo os primeiros 40 km haviam pessoas próximas de mim, o que ajudou a passar o tempo mais rápido. Poucos antes de atingir a marca dos 40 km eu e mais duas pessoas nos perdemos e acabamos correndo pelo menos 2 km a mais do que deveríamos. Fato que naturalmente deixa qualquer pessoa puto da vida numa corrida de 160 km. 

A raiva para mim durou pouco pois logo depois de acharmos o caminho correto havia uma subida, o que me deixou bem feliz. Os trechos de subida são os meus preferidos pois nas descidas meus joelhos (ou qualquer outra parte do meu corpo) começa a doer e eu sempre perco o rítimo da corrida. 


Entre os quilômetros 40 e 60 a maior parte do percurso foi dentro da mata, então não houve muito desgaste físico por conta do calor e o cenário me fez sentir numa cena do filme Os Últimos dos Moicanos. O cenário também era deslumbrante. Foi nesta parte que percebi que tinha esquecido de levar a câmera e também começou a escurecer. 

Só que não.

O ponto de controle do km 70 tinha como trocar de roupa e comer alguma coisa de verdade. Então resolvi repor minhas energias ali por quinze minutos. Troquei minhas meias, lavei a rosto, coloquei um casaco e sem querer pisei no pé de um camarada que estava tentando curar uma bolha no dedão.


Foi mal cara! :/


Saí de lá acompanhado de dois companheiros portugueses super simpáticos e experientes. Os 10 km seguintes até o próximo ponto de controle era apenas subida, então fizemos o percurso todo andando rápido e conversando. Corremos em alguns raros trechos planos.


No domingo de manhã acabei encontrando os dois companheiros e eles me deram carona até Lisboa, o que sou eternamente grato! :)


No ponto de controle do km 70 um dos companheiros acabou desistindo e eu acompanhei o outro cara por alguns metros. Mas como ele tinha uma meta de terminar muito antes do que eu, preferi deixa-lo ir em frente e acabei correndo sozinho o resto do percurso. 


Este trecho da prova passava por trechos alagados em que era impossível passar sem ter que afundar o pé na água. Fiquei um pouco preocupado pois não teria mais oportunidade de trocar de meia até o final da prova, e eu ainda tinha cerca de 85 km pela frente. 


O trecho entre os 75 km e 85 km foram os mais difíceis tecnicamente. Muita pedra solta, um frio FDP, e uma descida extremamente difícil e perigosa.


Essa descida foi o que mais me desmotivou a continuar. Por conta do pé encharcado, abri vários machucados na sola do pé e algumas bolhas acabaram estourando.


Eu tinha perdido meu rítimo e meu corpo estava frio e rígido, como se eu não estivesse correndo pelas ultimas 14 horas. Ela tinha cerca de 6 km e me atrasou completamente. Demorei 4 horas para correr 15 km e estava me sentindo cansado e desmotivado. 


O ponto de controle seguinte só tinha líquidos. Sentei por alguns minutos para examinar o composto orgânico que um dia foi um pé. Levantei para reabastecer a mochila com água, alonguei as pernas, respirei fundo e comecei a correr de novo. 


Cerca de 200 metros depois uma bolha embaixo do meu dedão esquerdo estourou e eu decidi que seria burrice continuar insistindo naquilo.


Para não ser desclassificado eu teria que correr os próximos 45 km em 6 horas, sendo que o percurso era muito mais inclinado e difícil tecnicamente. 




Eu estava molhado. Meu pé estava fudido. Eu já estava sem motivação alguma para terminar aquilo...


Então eu desisti.


Considerações finais


Dizem que aprendemos mais com os erros do que com os acertos. Eu não estou aqui para dar lição de moral a ninguém - não gosto disso e nem me sinto qualificado - mas posso dizer as lições que tirei da minha experiência, e você decide se leva a sério ou não.

Posso dizer que, sem duvida nenhuma, aprendi muito mais falhando em correr 160 km do que completando com sucesso os 100 km no ano passado.

É muito fácil esquecer de todos os perrengues que se passa quando no final das contas você sai vitorioso. De alguma forma tudo o que você fez parece de alguma forma ter dado certo. 

Existe um fenómeno chamado confirmados bias que eu acho que se encaixa perfeitamente aqui. É quando uma pessoa passa por debaixo de dois semáforos que se apagam no exato momento e então começam a achar que possuem propriedade magnéticas especais. Mas elas ignoram as centenas de outros semáforos que não se apagaram.

Você começa a levar em conta aquilo que reforça o que você acredita e descarta (as vezes sem perceber) todos os fatos contrários.

Eu acredito que isto é o que aconteceu quando eu corri os 100 km. Eu simplesmente descartei tudo o que deu errado e acabei ficando confiante demais.

Meu pé também ficou molhado nos 100 km. Eu também fiquei cansado e me perdi em alguns pontos. Eu desanimei e pensei em desistir. Mas tudo isso aconteceu durante uma corrida de 100 km. Não de 160.

Talvez se eu tivesse falhado, eu teria levado mais meias para trocar durante o percurso. Tomaria mais cuidado nos trechos confusos e seria mais cuidado de modo geral.

Mas não. Como eu consegui correr 100 km, achei que era invencível e que com certeza completaria 160 km. Afinal, eram "apenas 60 a mais".

Posso listar aqui várias coisas que me impediram de terminar a corrida. Mas de forma geral todos eles apontam por uma mesma causa: eu ignorei tudo o que podia dar errado e subestimei a distância.

Não me entendam errado. Estar confiante é fundamental para se meter numa prova dessas. Mas as vezes só força de vontade não basta. É preciso usar o bom senso e inteligência.

Acho importante destacar aqui que eu não estou tentando justificar nada aqui. No final das contas eu desisti, e ninguém está se sentindo pior do que eu por causa disso.

Odeio pessoas que desistem fácil. Odeio começar algo e não terminar. Odeio ser fraco.

Mas como disse Chico Xavier, você não voltar ao passado e criar um novo início. Mas pode trabalhar no presente para criar um novo fim.

Hora de parar de mimimi e ir treinar para deixar de ser fraco.

Igor

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Sem Título

Este post é bem simples e pessoal. Quero compartilhar aqui um vídeo e uma citação que tem me inspirado bastante para os 160 km em Portugal, daqui a duas semanas. 

O vídeo é um curto documentário sobre a corrida Fat Dog 120, que acontece no Canada e cujo percurso é de 193 km. Achei o documentário bem diferenciado pois mostra como os corredores são pessoas comuns, e não Deuses que "só vivem para isso", como ouço muita gente dizer.

Ele também mostra o quanto solitário pode ser correr uma corrida tão longa. O final me emocionou bastante. 

Clique aqui para assistir o vídeo no Vimeo.

A citação é do treinador Cus D`Amato e eu a ouvi recentemente num podcast com o Dan Millan (autor do O Caminho do Guerreiro Pacifico).

"Heróis e covardes sentem exatamente o mesmo medo, eles apenas respondem diferentemente." 
- Cus D`Amato

Abraço

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Recomendação de 5 Podcasts em inglês

Como já disse em alguns posts, eu ouço podcasts com bastante frequência. Eles são uma excelente forma de treinar a compreensão do inglês e também são muitos úteis profissionalmente e/ou pessoalmente, uma vez que na maioria das vezes são feitos por pessoas bem experientes em uma área especifica.



Para quem não conhece, podcasts são gravações de "conversas" entre duas ou mais pessoas. Podem ser em formatos de entrevista ou de bate-papo entre amigos, variando bastante os estilos.

Estima-se que atualmente existam 115 mil podcasts ativos em inglês, e alguns possuem uma audiência tão alta que são até patrocinados por grandes empresas como Coca-Cola e Honda.

Listarei aqui 6 dos meus podcasts gringos preferidos. É importante dizer que existem muito mais podcasts de qualidade por ai além dos que eu listar aqui.

Inclusive se você conhecer algum que não for citado aqui, faça-me o favor de me recomendar nos comentários! :P

1 - Tim Ferriss Show



Segundo o próprio Tim, todo episódio ele explora pessoas de renome nas mais diferentes áreas (esportes, investimento, tecnologia, etc), extraindo dicas e táticas que você pode usar no seu dia-a-dia.

Eu gosto dele por que cada episódio contém uma quantidade absurda de dicas para as mais variadas áreas. Além disto os convidados são sempre pessoas muito inteligentes que sempre me dão uma visão mais aprofundada sobre algo.


2 - Art of Charm

Apesar do nome ser bem tosco na minha opinião, este podcast superou bastante minhas expectativas.

O site é voltado basicamente para pessoas que querem melhorar seus relacionamentos, network, vida profissional, etc. Parece bem chucro, mas os Podcasts são excelentes conversas com vários insights bacanas para você se motivar. 


3 - You Are Not So Smart



Este é um dos podcasts mais inteligentes que eu conheço. Ele foge bastante da linha motivacional e foca mais em coisas práticas, sempre com embasamento cientifico. 

Apesar de gostar bastante, ainda não ouvi muitos episódios pelo fato de geralmente serem um pouco mais longos. Mas todos os que eu ouvi até hoje foram ótimos. 


4 - Art of Manliness

Apesar do nome também ser tosco (de onde eles tiram esses nomes?), o AOM é um podcast que aborda uma gama de assuntos bem variados, mas sempre com uma aplicação bem útil para homens.

Os assuntos variam desde de como se vestir bem até ciência da depressão. O podcast é só uma parte do site, que diga-se de passagem é imenso e repleto de artigos que dá para passar umas boas horas lendo e nem perceber. 

Neste caso eu não tenho um melhor para recomendar. Os assuntos são tão variados que eu acho melhor você clicar aqui e escolher um que te agrade melhor. 

5 - Barbell Shrugged

Não é bem um podcast, e foge bastante do estilo dos outros 4.

Barbell Shrugged é um programa semana no YouTube sobre crossfit. Eu gosto muito dele por que ao invés de ser um cara te dizendo o que fazer, os programas são apenas conversas entre 3 ou 4 caras que treinam de verdade.

O clima do podcast é bem informal e alguns episódios são bem engraçados, vale a pena dar uma olhada no canal do Youtube se você se interessa por esse tipo de assunto.

Melhor episódio: 

domingo, 3 de maio de 2015

3 Maneiras alternativas e rápidas de se aprender um novo idioma

Sinceramente, tem hora que dá vontade de desistir.

Não importa o quanto você se esforce ou o tempo que você dedica no aprendizado de algum idioma, parece que em algum ponto do processo você estagna. Você atinge um platô e parece impossível supera-lo. 

Existem estudos sobre este platô (Plateau Effect), e existem excelentes artigos explicando como supera-lo, mas por mais que você entenda o que está acontecendo, é inevitável que você desanime com a falta de resultados por todo o esforço que você coloca naquilo.

Eu posso falar muito bem por que já enfrentei este platô muitas vezes quando estava estudando inglês e até mesmo nos treinos físicos. Poucos segundos eu estava estudando francês e percebi que ele não tinha melhorado muito nas últimas semanas, mesmo eu estudando todos os dias.



Resolvi então procurar algumas formas alternativas e rápidas de continuar praticando mesmo quando desanimado. O fato das formas que eu citar aqui serem alternativas é por que eu nunca as vi em nenhum outro lugar (e olha que eu procurei...) e rápidas simplesmente por que, se já é difícil de dedicar quando se está motivado, imagina quando bate esse desânimo. 

Todos os métodos são ridiculamente fáceis e levam menos de 3 minutos. Podem ser utilizados todos os dias ou apenas naqueles dias em que você está de saco cheio mas sabe que vai se sentir mal no dia seguinte se não aprender nada.

Lá vai... 

1 - Listinha na palma da mão

Escolha um tema qualquer (itens de cozinha, roupa, animais, cores, etc) e faça uma pequena lista das palavras que você acha que vai ser útil saber o significado. Isto é muito importante por que não adianta você escrever "espátula de macarrão" pois, a não ser que você seja um cozinheiro, as chances de esquecer essa palavra do que outras como prato, que você usa vê e usa diariamente.

Procure o significado delas e escreva na mão no máximo 4 palavras e sempre que estiver de bobeira dê uma olhada na mão e tende lembrar do significado. Eu sempre lembro de primeira por que só o fato de escrever pesquisar o significado de alguma forma já grava na minha memória. 



Antigamente eu usava os flashcards (a mesma coisa, mas com pedaços de papel) mas sempre tinha preguiça de ficar tirando do bolso toda hora. Agora escrever na mão caiu como uma luva (HAHA) e meu vocabulário tem melhorado bastante. 


Este é um daqueles sites que eu sempre me pergunto "O que diabos a pessoa estava pensando quando resolveu criar esse site?". Basicamente ele gera frases totalmente aleatórias no idioma que você escolhe.


O legal é que as frases são bem curtas e na maioria das vezes bem úteis. Eu gosto de escrever no papel pelo menos três frases geradas pelo site e tentar entender o significado e por que ela foi escrita daquele forma (tipo como eu expliquei neste texto). 

Ok, este método PODE levar mais de 3 minutos se você realmente quiser entender a estrutura gramatical da frase e tal... Mas esta é só uma opção. Você pode muito bem apenas só gerar as frases e procurar o significado. 

3 - Ligar para empresas pelo Skype

As duas dicas acima são ótimas para melhorar sua gramática e vocabulário, mas como eu já disse neste texto a única forma que eu conheço de melhorar conversação é de fato, conversando.

Esta dica requer uma boa dose de cara de pau e alguns reais, mas de longe é a melhor dica das três. 

Pesquise no Google empresas no país que fala a língua que você está aprendendo, ligue e tente sustentar uma conversa com o atendente. Eu estou na França no momento então eu não preciso disso, mas quando eu estava no Canada eu costumava ligar para empresas que vendem algo por que geralmente o atendente vai ter toda a paciência do mundo com você. 

Se você tiver MUITA vergonha (o que não há justificativa) você pode apenas algo do tipo "Oi, tudo bem?", provavelmente o atendente vai entender e então dizer "Tudo bem, como posso ajudar", dai você elabora qualquer frase maluca e torce para ele/ela entender.

Mais ou menos o que eu fiz aqui... :P


Atendente: (não entendi nada o que ela disse)

Eu: (sem resposta por que ainda achei que era a mensagem eletrônica falando...)
Atendente: Boa tarde, bem vindo blá blá blá como posso ajuda-lo?
Eu: Boa tarde, como você se chama?
Atendente: Eu me chamo Alice, senhor.
Eu: Alice seria possível eu mudar meu ticket?
Atendente: Sim blá blá blá qual o número do seu ticket senhor?
Eu: Hm... (fingindo que estava procurando) Um momento por favor.
Atendente: Sim...
Eu: Ah...Eu preciso sair, seria possível eu ligar mais tarde?
Atendente: Sim, de acordo. Você pode ligar até 20h.
Eu: Ok, obrigado!
Atendente: Merci, blá blá blá.
Eu: Obrigado, tenha um bom dia!
Atendente: Boa tarde, muito obrigado!

Se não entender e seu coração começar a bater mais forte (novamente, sem nenhuma justificativa), simplesmente desligue e siga sua vida em paz. Eu prometo que ele/ela que nenhuma Guerra Mundial vai acontecer por conta disso. 

Bônus

Eu estou disponível para conversas no Skype todos os dias entre 16h e 18h. Quem quiser praticar inglês (ou francês, que é bem ruim ainda mas quebra o galho) pode me enviar um email e agendar qualquer dia no mês de Maio.

Meu email é igormscaldini@gmail.com.

Abraço! 
Igor

sábado, 25 de abril de 2015

Dispensável

Se tem uma coisa que eu aprendi viajando todo esse tempo é que o mundo é grande pra caralho.

Não falo apenas da parte geográfica, que com toda tecnologia acaba ficando pequeno uma vez que você pode viajar do Rio de Janeiro para Tokyo em menos de 24 horas.

Eu me refiro a imensa variedade de pessoas e costumes que existem por ai. Pare para pensar, atualmente existem 196 países distribuídos em 7 continentes. Cada pais tem uma história única, o que faz com que ele tenha uma característica cultural também única.

São 19 religiões, 6.500 idiomas, 80 etnias e nada mais nada menos do que 7,125 BILHÕES DE PESSOAS.

E tem gente que ainda se sente especial.

Há alguns dias eu assisti um documentário que me fez refletir sobre isso. Você já parou para pensar a quantidade de coisas está acontecendo ao redor do mundo enquanto você lê esse texto?



Tem gente cortando lenha. Gente salvando vida e sendo salva. Alguêm terminando um relacionamento, ou dizendo “eu te amo” pela primeira vez. Pessoas fazendo queijo. Rindo e chorando. Caçando, fazendo prova, pulando de paraquedas, cometendo um crime, escrevendo um livro…

Atenção, este documentário vai te fazer refletir sobre sua existência e talvez a conclusão não te agrade muito. 

Desde que assisti esee documentário eu tenho pensado muito no tanto de coisas que está acontecendo e como minha existência é dispensável.

Todas as descobertas cientificas e problemas politicos que aconteceram e acontecem na história não tem um pingo de influência minha. 

O mundo seria o mesmo se eu não tivesse nascido. 

domingo, 5 de abril de 2015

O que você precisa saber sobre a Bélgica

A Bélgica nunca esteve em meu roteiro de viagens. Para ser sincero eu nem sabia onde ela ficava antes de comprar um passagem de ónibus de Paris para Hamburgo e descobrir que o ónibus fazia uma parada (totalmente sem sentido logístico) na capital do país, Bruxelas. 

Welcome to Brussels! =P

Como o nome não me era estranho, eu fui pesquisar mais e acabei me interessando bastante sobre a cultura e estrutura política da Bélgica.


Incomodado com meu profundo desconhecimento de um país tão interessante, eu resolvi fazer uma parada por lá por pelo menos duas semanas.

Comecei a procurar oportunidades baratas de hospedagem e acabei encontrando uma oportunidade para trabalhar como voluntário numa pousada/fazenda no extremo norte do país, há aproximadamente 3 horas de Amsterdam.

Eu trabalhei lá durante as duas últimas semanas de Março e durante este tempo eu também visitei as cidades de Bruges, Gent e Bruxelas. Este texto é um pequeno resumo de minha curta experiência no país. 


Um é pouco. Dois é bom. Três é demais! 

Quinze vezes menor que o Estado de Minas Gerais, a Bélgica com certeza não é um país lá muito grande. Localizado entre França e Alemanha, fica até difícil encontra-la em alguns mapas.



Google Maps

Porém o tamanho não impede o país de possuir três idiomas oficiais (francês, holandês e alemão), um governo diferente para cada um deles, e um Rei

Não pense que o fato de um país ter três idiomas oficiais significa que em apenas em uma cidade ou outra eles falam um idioma diferente do resto do país, como acontece no Canada.


Se você viajar para o norte (onde eu fiquei a maior parte do tempo) vai encontrar pessoas apenas falando holandês, e se pegar um trem de 40 minutos para Bruxelas vai encontrar todo mundo falando francês.


Ah, se der vontade de conhecer o extremo leste do país, prepare-se para só ouvir alemão...

Em Bruxelas, que é a capital do país, as duas línguas oficiais são francês e holandês, porém 85% dos habitantes adotam o francês como língua oficial. 

Portanto se for pedir informação nas ruas, certifique-se de que seu francês esteja em dia! 

Isso cria uma situação bem curiosa: todas as ruas, estações de metro e prédios públicos possuem dois nomes...

Por via das duvidas, pergunte em francês.


Cerveja, cerveja e cerveja.

Eu nunca fui muito fá de cerveja. Sempre achei uma bebida tremendamente amarga e sem graça... Tal pensamento mudou completamente depois dessas duas semanas na Bélgica.


Quem que não gosta de cerveja mesmo

Imagina uma cidade que possui pelo menos um bar em cada esquina. E em cada bar você encontra no mínimo 20 tipos diferentes de cerveja.

Agora imagina que além desses, existem os bares especializados em cerveja (sim, os outros com vinte diferentes tipos são os não especializados) que possuem mais de 200 tipos de cerveja. 



Duzentos tipos de cerveja significa que, se você decidir experimentar uma cerveja diferente a cada fim de semana, vai precisar de praticamente 4 anos para completar a tarefa. Isso apenas de um determinado bar! Sabe-se lá quantos tipos de cerveja existem no país inteiro.


É importante dizer que apesar de serem muito melhores, as cervejas belgas possuem um valor alcoólico muito maior do que as do Brasil (algumas chegam até 12%), então a moderação é extremamente importante se você não quiser passar uma noite jogado numa cela. 

Ao lado, bar que serve cerveja com 11% de álcool. Eles servem no máximo três por pessoa. 


Sim, se você estiver muito bêbado e "oferecendo algum risco a ordem pública" eles podem te deixar em alguma prisão até você se recuperar.


Chocolate, chocolate e chocolate.

É difícil dizer se existe mais bares ou lojas de chocolate na Bélgica. O que eu vou dizer pode parecer exagero, mas todas as ruas das cidades que eu visitei possuíam pelo menos uma loja especializada em chocolate.

Eu estava mais concentrado na cerveja, então eu acabei não provando tanto chocolate assim. Posso dizer que existe uma variedade imensa e em todas as embalagens vem destacado a porcentagem de cacau, sendo 74% o mais comum.

Dica importante: se quiser mesmo experimentar um chocolate legitimo belga, vá a uma chocolateria que produza seu próprio chocolate. Você vai pagar mais caro mas pelo menos não correr o risco de pagar caro por uma barra de chocolate só por que está escrito que ele é belga na embalagem. 


Batata frita, batata frita e... Ok, parei.

Seria uma injustiça com a batata frita não cita-la aqui ao lado da cerveja e do chocolate.

A batata frita é motivo de orgulho entre os belgas e possuem um processo bem próprio, uma vez que frita-se a batata duas vezes: a primeira em 120°C para fritar a batata.  e a segunda em 180°C para criar a crocância da casca.

Quando eu soube disso eu estava pensando que isso não passava de uma conversa fiada só para "encher linguiça" e convener turistas a gastar mais dinheiro, que toda batata frita é igual... Até eu comer a melhor batata frita da minha vida.


Aquele momento que você não sabe se termina de engolir
ou olha pra câmera... Valeu Dafne! :)

E nem pense que pedir french fries (como as batatas fritas são chamadas em inglês) por que você vai arrumar confusão!

As batatas fritas foram descobertas por soldados americanos que estavam perdidos durante a Segunda Guerra Mundial. Eles ouviram todo mundo falando francês e acharam que estavam em algum lugar da França quando experimentaram as batatas pela primeira vez. 

Quando voltaram para os Estados Unidos falaram para todo mundo sobre as deliciosas batatas fritas que eles tinham experimentado na França e o nome ficou... French fries, que na verdade deveria ser belgium fries. 

A dica do chocolate também se aplica aqui. Nem todos os estabelecimentos ainda fritam a batata desta forma, então pergunte aos locais onde comer uma batata frita tradicional belga, e eu tenho certeza que eles ficarão felizes em te ajudar. 



Pessoas amigáveis... E orgulhosas.


Os belgas são pessoas super educadas que estão sempre dispostas a ajudar turistas, porém é precisar ter cuidado para não ferir o sentimento delas.

Por ser um país pequeno e sem muita influência política mundial, acaba sendo um pouco menosprezado pela maioria das pessoas. E isso incomoda bastante eles.


Eles tem bastante orgulho dos produtos belgas e da história do país. Reconhecem a importância do turismo mas de forma alguma se sentem inferiores a outros países desenvolvidos.


Eu trabalhei numa área rural perto de algumas cidades bem pequenas e todas as pessoas de lá eram bem orgulhosas com relação aos produtos belgas. Onde eu trabalhava por exemplo eles preferiam pagar mais caro por alguns produtos produzidos na Bélgica do que compra-los da França ou Alemanha, onde geralmente eram mais baratos.


Lugar onde trabalhei por duas semanas.

O caso das batatas fritas parece brincadeira mas é um ótimo exemplo para ilustrar este orgulho. Eles sabem que produzem produtos de qualidade e não suportam serem descreditados por isso.


Eu acho que se deve respeitar o orgulho das pessoas em qualquer país que se visite, mas na Bélgica é recomendável lidar com este orgulhoso com um pouco mais de carinho.

É claro que essa impressão pode estar totalmente errada e tudo não passou de várias consciências, mas achei que seria interessante "deixar avisado" por aqui. 



Catedrais de Gent

Eu morei em São João Del Rei durante 4 anos e sempre falei para todo mundo das centenas de igrejas "super grandes" e bem construídas que existem por lá.


Igreja de São Francisco, em São João Del Rei

Eu ainda as acho belas com um estilo barroco bem característico, mas meu conceito de "igrejas grandes" mudou totalmente depois que eu visitei Gent.






Por algum motivo a região central de Gent tem pelo menos uma catedral IMENSA a cada 5 minutos de caminhada! É incrível por que elas são tão imensas que você nem precisa olhar no mapa para acha-las.




São catedrais góticas imensas construídas na Era Medieval, o que me fez sentir num episódio de The Game of Thrones enquanto estive por lá. 

Além das catedrais que já valem uma visita a Gent, existe um castelo bem no centro da cidade, onde você pode admirar toda a cidade e catedrais lá do alto.



Gravensteen Castle

O Gravensteen Castle não é muito grande se comparado a outros castelos da Europa, mas o estilo é bem medieval clássico, cercado por paredes imensas com lugares para os arqueiros e catapultas, prisões, salas de tortura, sala do rei e várias outras coisas que faz qualquer nerd se sentir em casa.






De todos os países da Europa que eu visitei sem duvida Bélgica foi o que possui a cultura mais preservada de todos. Andando por Bruxelas, Gent ou Bruges você realmente sente que está em um país diferente.

Bélgica com certeza é parada obrigatória para qualquer pessoa que esteja viajando pela Europa e está na minha lista de lugares que eu quero visitar de novo. 

Se tiver duvidas ou quiser saber mais detalhes sobre os lugares citados, entre em contato pelo email igormscaldini@gmail.com.

Feliz!

Importante dizer que durante a viagem em Bruxelas, Gent e Bruges eu estive em ótima companhia. E graças a ela (Dafne Araújo)  eu tenho todas estas fotos para compartilhar aqui... Obrigado pelos ótimos momentos! :)